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/ ARTIGO #10 – Estudo, Inspeção e Reparo de Redes de Drenagem Pluvial

As redes de drenagem pluvial possuem grande importância no contexto urbano e industrial, uma vez que são responsáveis pela coleta da água da chuva por meio de galerias subterrâneas e pela condução da mesma para o despejo em rios, lagos e mares, sem necessidade de tratamento. Quando as redes de drenagem apresentam obstrução no processo de condução da água ou são subdimensionadas em projeto, podem provocar a ocorrência de inundações, alagamentos, deslizamentos de terra e até danos em rios e lagos.

Tais acontecimentos são extremamente danosos tanto para instalações urbanas quanto para as instalações industriais e de usinas. No meio urbano, os efeitos do acúmulo de chuva podem ocasionar mortes, desabamentos de terra e perdas materiais, podendo ainda gerar transporte de poluentes e a propagação de doenças. Já nas instalações industriais e de usinas, a ineficiência do sistema de drenagem pode ocasionar o transporte de resíduos industriais, matérias primas e rejeitos tóxicos para rios e lagos, bem como prejuízos materiais e humanos.

O projeto de drenagem pluvial requer, portanto, o correto dimensionamento das redes e dos componentes de seu sistema, garantindo a coleta e condução de toda a vazão da água. Os sistemas de drenagem pluvial são compostos por diversos dispositivos, a destacar: sarjeta, boca de lobo ou bueiro, galerias, bacias de amortecimento e poços de visita, conforme a figura 1:

Rede de drenagem pluvial e seus componentes - Fonte Adaptado de ASSEMAE 2015

Rede de drenagem pluvial e seus componentes – Fonte Adaptado de ASSEMAE 2015

Com muita frequência, redes de drenagem pluvial já implantadas apresentam a ocorrência de retenção da água da chuva, ocasionando os impactos degradantes citados anteriormente. Nestes casos, é imprescindível o estudo de toda a rede para a evidenciar suas falhas e a definir medidas de reparo necessárias para o correto funcionamento do sistema.

O estudo da rede de drenagem possibilitará analisar a condição das estruturas subterrâneas, bem como aferir se a vazão de água da chuva máxima histórica está prevista e corretamente dimensionada em projeto. As etapas do estudo dividem-se entre: inspeção, levantamento topográfico e levantamento pluviométrico.

Como primeiro passo, deve-se realizar a inspeção da rede e de seus componentes. Os componentes que se encontram aéreos podem ser inspecionados visualmente, contudo, as estruturas subterrâneas necessitam de inspeção robotizada em seu interior e do uso de método geofísico, como o georadar ou Ground Penetrating Radar (GPR) como ferramenta auxiliar para a localização dos componentes do sistema no subsolo. A etapa de inspeção é de extrema importância na identificação de patologias, pois permite a visualização interna de galerias e condutos, apurando possíveis problemas estruturais, como fissuras e rompimentos, além de obstruções e sujeiras acumuladas nos condutos. A inspeção será importante para identificar também, pontos de contribuição vindas de outras micro-bacias.

A etapa de levantamento topográfico, por sua vez, permite delimitar a microbacia hidrográfica de contribuição na região onde a rede de drenagem está implantada. A microbacia hidrográfica consiste na área de captação natural da água de precipitação da chuva que converge os escoamentos para um único ponto de saída. O levantamento topográfico mapeia todas as características da superfície do terreno onde se encontra a rede de drenagem, determinando o relevo do solo para criar contornos tridimensionais. Levanta-se, portanto, os pontos altos e baixos da região para delimitar a microbacia de contribuição que atinge o local da rede de drenagem.

Por fim, procede-se com a etapa de levantamento pluviométrico. Objetivando calcular a intensidade das chuvas no local de implantação da rede de drenagem, levanta-se dados pluviométricos da região e município, em longos períodos e considerando máximas históricas de chuva. Com a combinação e análise dos dados adquiridos, o levantamento topográfico e o levantamento pluviométrico possibilitam estimar a vazão de água da chuva que é esperada para a rede de drenagem.

Após a conclusão das três etapas do estudo, permite-se determinar todas as disfunções presentes no sistema, bem como analisar se o projeto de drenagem pluvial foi corretamente dimensionado para as solicitações da rede. Quando são detectadas falhas e/ou subdimensionamento, faz-se necessário estudo das anomalias, para a determinação da medida de reparo mais eficiente para cada caso.

A Construtora G-Maia possui extensa experiência em sua área de atuação, e fornece soluções de estudo e inspeção de redes de drenagem, além de possuir tecnologia avançada para o desenvolvimento de soluções de reparo para os problemas e falhas encontrados. Destaca-se, a seguir, os principais e mais frequentes problemas encontrados nas redes:

·         Problemas estruturais pontuais;

·         Problemas estruturais generalizados;

·         Rompimentos;

·         Problemas de subdimensionamento da rede;

·         Problemas de obstrução.

 

Para problemas estruturais pontuais, como pequenas fissuras e fraturas em condutos, apresenta-se como solução a instalação automatizada de luvas metálicas expansivas e seladas com poliuretano nos locais de reparo. O sistema não requer escavações e permite rápida instalação das luvas.

Para problemas estruturais generalizados, como trincas e fraturas ao longo do conduto, tem-se como solução a recuperação completa do trecho por meio do método Cured-in-Place Pipe (CIPP). Trata-se de uma avançada tecnologia para reparo de tubulações que utiliza uma manta de material sintético embebida em resina e que, depois de curada, forma por dentro do tubo existente um revestimento contínuo resistente e estrutural.

Para os locais de rompimento, é realizada a escavação localizada e substutuição do trecho.

Para problemas de subdimensionamento, faz-se necessária a troca da tubulação por uma de maior diâmetro, determinada em novo projeto. A troca pode ser feita pelo método tradicional, por escavação e troca manual, ou pelo método de Pipe Bursting. Neste último, a instalação de nova tubulação é feita sem escavação, pelo processo de arrebentamento da tubulação existente, enquanto a nova tubulação é encaminhada e instalada simultaneamente.

Por fim, para problemas de obstrução na rede, indica-se a limpeza do conduto por meio de hidrojateamento automatizado, removendo incrustações e resíduos para a obtenção de uma superfície lisa e sem bloqueios, permitindo o melhor escoamento da água pluvial.

Dentre os diversos projetos realizadas pela G-Maia, destaca-se o estudo da rede de drenagem pluvial em uma unidade industrial. A região baixa da unidade apresentou problemas de inundação devido ao acúmulo de água da chuva, que não estava sendo absorvida adequadamente pela rede de drenagem já existente.

Portanto, para verificar a situação subterrânea da rede, efetuou-se, primeiramente, a inspeção robotizada nas galerias e condutos, conforme a figura 2:

Inspeção robotizada das galerias Fonte Acervo Digital G-Maia

Inspeção robotizada das galerias Fonte Acervo Digital G-Maia

 

A inspeção foi complementada com o método geofísico, pelo uso de GPR, conforme a figura 3:

GPR para levantamento de dados do subsolo - Fonte Acervo Digital G-Maia

GPR para levantamento de dados do subsolo – Fonte Acervo Digital G-Maia

 

Para o levantamento topográfico do terreno onde a fábrica está implantada, realizou-se levantamento planialtimétrico (Figura 4). E para complementar o estudo, foi realizado levantamento pluviométrico por meio de índices e médias históricas da região.

 Levantamento planialtimétrico do terreno - Fonte Acervo Digital G-Maia

Levantamento planialtimétrico do terreno – Fonte Acervo Digital G-Maia

Pôde-se concluir, enfim, por meio da análise dos dados obtidos nas três etapas, que alguns condutos se encontravam obstruídos, impedindo a correta drenagem da água pluvial e provocando inundações, conforme imagem captada pelo processo de inspeção (Figura 5).

Galeria obstruída - Fonte Acervo Digital G-Maia

Galeria obstruída – Fonte Acervo Digital G-Maia

 

O estudo da rede de drenagem possibilitou, portanto, a visualização da condição dos condutos subterrâneos, que apresentaram obstrução severa, não permitindo o escoamento da água. O método se mostrou eficiente, localizando as falhas do sistema de drenagem com baixo impacto na operação da indústria e sem necessidade de escavação do solo.

Não obstante, salienta-se a importância de uma rede de drenagem pluvial adequadamente dimensionada, além da necessidade de manutenção de seus canais e dispositivos subterrâneos, garantindo seu correto funcionamento e drenagem da água. Em vista disso, uma rede de drenagem pluvial eficaz evita a ocorrência de eventos de inundação e alagamentos, além da erosão, degradação do meio ambiente e perdas materiais.

 

 

Texto por:

Isabella Costa

Gustavo Maia

 

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